30.11.16

Departamento de Aquisições





O Melhor do Quadrinho Brasileiro em 2016

O XXX Quadrinho Brasileiro de 20XX tinha a proposta de ser uma coletânea anual com trechos do melhor da hq brasileira de cada ano, selecionados por editores convidados (algo parecido com The Best American Comics). A editora naufragou e a série não foi adiante - mesmo ganhando um HQ Mix. O editor convidado da primeira edição, Érico Assis, tomou novamente a tarefa em suas mãos em forma de post de blog.

Confio bastante na seleção do Érico e sei que ele não gosta de cultivar o que é obscuro. Então me pergunto por que vi tão pouco desse material por aí? Edições tão pequenas que não chegam às lojas? Falta de interesse das livrarias? Ou uma cena independente vital, mas que dribla o leitor que não for extremamente dedicado? Fica a pergunta.

Em português se pronuncia "gibi"

Estaria na hora de aposentar o termo graphic novel? Acompanha uma obrigatória revisão da origem.

29.11.16

A ficção molda o mundo

Trinta e um termos fundamentais da ficção centífica e sua origem. De bônus, termos que parecem ter vindo da comunidade científica, mas também apareceram na ficção.

Amaldiçoado seja

Na falta de tarjas magnéticas que disparam um alarme, proteja sua biblioteca com maldições. É fácil, tradicional e barato.

28.11.16

America

Miss America, mais uma heroína muito minoritária da Marvel, com uma roteirista também minoritária. E o melhor, não é versão de um personagem clássico.

Depois do PETA, o PETOR

Direitos animais já sao bastante complicados. E agora tem gente discutindo direitos de robôs ainda hipotéticos. Em minha opinião, precisamos manter duas coisas em mente: 1. Direitos não dependem de consciência nem implicam em personhood.2. Qualquer direito que estabeleçamos devem ser em função das criaturas protegidas por eles, não dos nossos sentimentos - ou seja, decisões racionais e universalizáveis, não baseadas em "empatia".

26.11.16

O Peso da Consciência

Uma conversa com o psicólogo e filósofo Riccardo Manzotti, em busca de uma definição de consciência. Num tópico muito próximo, uma entrevista sobre o nosso constante monólogo interno.

Departamento de Aquisições: Festa do Livro da USP

Muito antes da moda da Black Friday aportar no Brasil, fim de novembro ou início de dezembro é tempo de bagaceira nas finanças aqui em casa. É que acontece a Festa do Livro da USP, com mais de cem editoras vendendo com descontos de no mínimo 50%. Se eu tenho problemas para me conter durante o ano, nesses dias não tem conversa. É o momento em que eu compro títulos sobre os quais eu tinha alguma curiosidade, os que adio durante o ano esperando a feira, volumes caros, faço compras por impulso e tento resolver os presentes de natal. Ano passado eu comprei tanta coisa que faltou força na perna para entrar no ônibus na hora de ir embora. Este ano foram quinze livros, mais presentes de natal e encomendas. Em vez das costumeiras fotinhos, vai só uma lista.

Persépolis
Mulherhomem
Hitomi
Violent Cases
O Castelo Adormecido
Inquérito Policial - Família Tobias
Pornopéia
O Mito de Sísifo
A Queda
O Sumiço
Dias de Abandono
Trinta e Poucos
O Que o Dinheiro Não Compra
Contra a Perfeição
A Ética da Autenticidade
Ética Urgente
Orientalismo
Como a Mente Funciona
24/7 - Capitalismo Tardio e o Fim do Sono

23.11.16

Capsulas do tempo digitais

Antes da Internet, existiam os BBSs. Alguns poucos continuam em atividade, preservando uma experiência on-line bem diferente.

Cem mil palavras

A Time selecionou as cem fotos mais influentes do mundo. Política, esportes, moda - enfim, história - congelados em momentos.

Erro no sistema

Processos automáticos têm cada vez mais peso em nossas vidas. Por isso é preciso pensar em formas de prestação de contas para algoritmos.

InterNyet

Pouco depois que os americanos criaram a Arpanet, os soviéticos tentaram criar uma rede de computadores com usos civis para agilizar o comunismo. Não deu em nada, mas a história é boa.

19.11.16

Para todas as polianas do mundo

Há um lado bom em ficar doente? Que tal a possibilidade de aperfeiçoamento moral? Esse texto explora essa ideia e como ela pode ser opressiva para quem está doente.

16.11.16

Departamento de Aquisições: I Feira Des.Gráfica

Feiras de publicações independentes são algo que me deixam muito ambivalente: se, por um lado, tem muita coisa interessante, por outro tudo é meio caro, acabo gastando demais e saio com a impressão de que não comprei praticamente nada. Ontem eu fui à Des.Gráfica, no MIS paulistano. Quase não fui porque estou tentando economizar para gastar tudo na Festa do Livro da USP, mas acabei não resistindo.Muito expositores de várias partes do país, muita coisa boa e muita tranqueira - tipo livrinhos com fotologs mal impressos. É sempre uma agonia folhear as publicações e decidir comprar ou não sobre os olhos do autor, mas ainda assim deu para trazer algumas coisas para casa.

Mais do que o conteúdo, o que me chama atenção nessas feiras é a variedade de formatos das publicações. Um que gosto bastante são aqueles quadrinhos pequenos, do tamanho dos gibizinhos da Mônica que foram publicados há uns anos (décadas?). Comprei os dois últimos lançamentos da coleção Ugrito, da Ugrapress, assinados por Chiquinha e Pedro D'Apremont.

Depois de alguma dúvida, escolhi Velhos Hotéis Passam Cinema Mundo (Guazeli), um volume da Coleção Mil, do selo Cachalote. Essa coleção tem como diferencial publicação de quuadrinhos sem palavras, com impressão e preto sobre papel colorido, em edições limitadas a mil cópias. Do mesmo stand, arrastei para casa o terceiro volume de O Beijo Adolescente, de Rafael Coutinho.

Também comprei alguns exemplares de Penúltimas Espécies. Cada número traz um único conto curto e Felipe Rodrigues, com capa ilustrada em cores e papel pesado. Não tem como negar que é muito caro pela quantidade de texto, as a solução encontrada para o problema de publicar uma única história sem ficar com cara de panfleto atraiu minha simpatia. Também comprei uma coletânea minúscula dele, Microcontos Fantásticos.

Encontrei algo que estava querendo e enrolando para encomendar, o livro Valfrido?, experimento de literatura em folhetos de Gustavo Piqueira com a Lote 42. O livro é algo como um registro do experimento original, coleção dos textos publicados e fac-símile dos panfletos.

Em formatos mais tradicionais, comprei o zine de quadrinhos Lo-Fi e a história em quadrinhos Chance (Polvo Rosa Books) desenhada por Samanta Flôor e escrita por Diogo Cesar. O amigo e desenhista Bruno Marcello me deu uma cópia do seu caderno Era de Noite e Não Podi Olhar Seu Desenho.

11.11.16

FC à chinesa

Com o sucesso de O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu, a ficção científica chinesa tem despertado curiosidade no ocidente. Saiba mais sobre a história do gênero no país.

8.11.16

Antiguidades vivas

O fascínio com relógios de pulso mecânicos são um exemplo de quando a função principal é praticamente esquecida em favor de outros valores.

5.11.16

4.11.16

Vítima da moda

Julia Wertz conta o que acontece quando sua melhor amiga fica grávida - em quadrinhos.

Eu prefiro a Rodolfocracia absolutista

Com o sucesso absoluto das democracias em 2016, tem gente se perguntando se não está na hora de rever todo o sistema. As respostas são questionáveis.

1.11.16

Mudança de fase

Espalhada entre uma infância exposta ao mundo adulto e uma maturidade cada vez mais tardia, a adolescência perdeu seu significado.

Objetos de decoração

Desde sempre livros são um símbolo de status - mesmo para aqueles que detestam ler, incomodando quem lê.